quarta-feira, 7 de junho de 2017

Reflexão no tempo

Como estou no tempo?

Se me encontro em um fragmento, interstício, intervalo do tempo,
como digo, concluo que sou uma pessoa sem tempo?
Tenho de me lembrar de que o tempo não é meu!
Participo com ele, mas não o tenho.

Por que Deus me escolheu pra viver neste tempo?
Há tempo, ainda, de fazer...
Não posso esquecer-me de que não sei por quanto tempo.

O tempo é o poder, a uniformidade da velocidade,
o equilíbrio da dinâmica, a indiferença em paralelo à realidade.
Eu já disse: ele não atrasa, não adianta, nem espera.
Sem melodia, é uma só cadência e ritmo, um só compasso;
sua música é o silêncio. Não nos avisa de nada.

Assim nos ensina a se virar (resolver, inventar, saber, descobrir...).
Também ajuda a nos livrarmos de doloridas ilusões.
Temos de senti-lo para que saibamos
a importância de realizar algo de bom oriundo do sentimento do 
bem e de ensinar, com nossas ações, uma lição de valor.

Então, o feito e o ensinamento são as únicas coisas 
que se podem manter vivas no tempo: 
o que faz a nossa passagem talvez encontrar sentido.
Qual a nossa obra? Que arte nós fazemos? Servimos de exemplo???

João Lover
07/06/2017

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