quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Ferreira Gullar: uma tradução de Poeta

O poema a seguir é inspirado na poesia de Ferreira Gullar, que fez TRADUZIR-SE, que foi musicado por Fagner. O texto é um dos maiores deslumbramentos de toda a literatura, sedimenta-se em metalinguagem. 

Ferreira Gullar. Feliz Aniversário! És um poeta límpido. Tenho a alegria de ser contemporâneo de ti: poeta MAIOR. Segue o texto que fiz, em cores: ele se atreve a tentar traduzir TRADUZIR-SE.


Cores de “Traduzir-se”

Os versos de Ferreira Gullar
extravasam essa dualidade
que atua na dinâmica do ser.

A fusão de duas partes
pode representar um produto:
encanto, Poesia, Arte.
“Será Arte?”

Por analogia em cores,
a parte da vertigem é o vermelho,
a parte da linguagem é o verde:
vermelho, sangue, emoção;
verde, esperança, fantasia.
Assim, sentir, sofrer, vibrar,
“traduzir-se”, sonhar, fazer...
Como diz o Poeta:
“é uma questão de vida e morte.”

As cores se encontram
provocadas por um raio de Luz
“que chega de repente”
e forma um espectro colorido
que salva o mundo,
visualizado pelo prisma do leitor,
que se sente, nesse momento,
traduzido pela Arte.