segunda-feira, 14 de julho de 2014

O que vi da Copa de 2014

1º – Fui a Salvador e assisti ao jogo Espanha 1 x 5 Holanda. Uma tristeza, porque, junto com meu filho, vi um dos grandes gênios da bola: Iniesta perder o jogo. Queria muito ter o privilégio de ver esse jogador atuar... O placar não representa o que foi o jogo... No cômputo geral, Iniesta não decepcionou, apesar de tudo, nessa Copa, ainda distribuiu alguns passes magistrais (assistências) e jogou com a habilidade e a inteligência de sempre.

2º – Apresenta-se, ao mundo, mais um craque de bola: o colombiano James Rodrigues, que fez dois dos gols mais bonitos da Copa e é o artilheiro, fez 6 gols (chuteira de ouro). Considero o gol que ele fez contra o Japão o mais bonito de todos dessa Copa: o camisa 10 colombiano recebe a bola, na entrada da grande-área (perto do bico, pela esquerda)), já dentro, chega um defensor japonês, James corta com perna esquerda para o lado de dentro e, quando o defensor se move, ele corta com a perna esquerda pra fora, e o defensor leva uma queda; nesse momento, aproxima-se o goleiro, que é vencido com um leve toque: a bola passa por cima dele e morre dentro da meta, golaço. Esse gol faz lembrar Pelé, Garrincha, Joãozinho do Cruzeiro, Reinaldo do Atlético Mineiro, Paulo César Caju... Num gol como esse, surgem o talento e magia genial do improviso: o mérito é todo do atacante, que conduz a jogada a seu modo (nessa hora o futebol é poesia). Não há falha, nem do defensor, nem do goleiro, não havia nada que eles pudessem fazer diante da perfeição do improviso. James, simplesmente, fez o japonês acreditar que ele iria para o centro da área, mas o camisa 10 encontra o espaço com novo corte para o lado, e existe tempo suficiente para encobrir o goleiro e espaço para que bola passe e adormeça na rede: isso é Futebol Arte.
  João Lover

Amanhã, o número 2.