terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O prato da literatura e a ceia de Natal

Toda pessoa sente (alguma vez na vida) vontade de dizer o que pensa. Isso é como uma sobrevivência da alma, busca-se um atestado de utilidade da palavra proveniente do ser. Escrever é fácil, saber o que se escreve é complexo, complicado. 
Criar é o algo mais inexplicável e difícil que existe. Uma frase significativa (encantadora) é um Natal (celebrado com o leitor). Um literato (Poeta) vai envolver-se com os seguintes ingredientes: forma e conteúdo, poema, Poesia (luz, encanto, magia, alquimia...), lirismo, subjetividade, seres, metáforas, imagens, coisas, imaginação, sentidos, pensamento, conhecimento, inteligência, estilo, linguagem, Gramática, técnica, vocabulário, inspiração, ideia, solidão, prisão, liberdade, riso, dor, criação. Nisso tudo, não esqueçamos que é essencial a coragem de fazer
Agora, temos o prato da literatura, descrito acima. E, quem sabe, haja o sabor de um maravilhoso escrito (universal), degustado como um Natal sem fim e sem fronteiras, uma semente que pode ser chamada de Arte, um pedaço da salvação deste mundo. Então, vamos cear e celebrar juntos com emoção... Feliz Natal!
            João Lover  (24/12/2013)

domingo, 24 de novembro de 2013

Sentir a mensagem...

Saber que sua mensagem chegou a alguém
é como acender uma Luz que pode servir
para alguma transformação, ou sensação...
É um bem que se fez: provocação de um sorriso,
ou de uma emoção, quem sabe, um apendizado
por conta daquele recado que o poeta escreveu.
Para o artista, isso causa intensa vibração, 
impulso, motivação, talvez, um sentido...
encontro de sonho perdido, vida, renovação...
    João Lover  (24/11/2013, 7:52h)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A estrada

Caminhão não é um caminho grande,
é um veículo indo pelo caminho.
o percurso talvez seja imenso,
e o caminho é dum mesmo tamanho...

Sabe-se que a vida é curta,
e a meta, longínqua pra curto tempo.
Que a vida se curta...
certamente enquanto há tempo.

A sonhada felicidade
quase... dura tão pouco.
Com a pureza dos loucos,
não pode haver consciência,
mas sem os loucos não há pureza.

Há uma enorme certeza,
da qual duvida a ciência...
E pra que a paciência
se ora chega a tristeza.

E não existe esperteza
nesse nosso caminho;
o egoísta é sozinho,
mas dos outros precisa;
ilude um mar, uma brisa
nesse ignóbil interesse
pelas coisas erradas.
Se o amor acontecesse,
seria feliz a estrada.
    João Lover (2002)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Risco II

A beleza tá no jeito,
a sedução, no olhar;
isso é um classificar:
subjetivo é o conceito.

Tudo é imaginário,
o sentir mais alto fala,
um tesão que se exala
para o destinatário...

Um encanto acontece,
o desejo impulsiona,
um quê que aprisiona,
e o ser já enlouquece.

A atração desmedida,
ação tímida ou atrevida,
busca-se um momento,
e se quer desaguar,
viver e sonhar
por um sentimento...

Ou manso, ou arisco,
sangue e coração...
sem pensar na razão,
corremos o risco...
   João Lover (12/09/2013)


sábado, 7 de setembro de 2013

Dica nº 16, Língua Portuguesa: GERUNDISMO

Frase da telefonista: “Amanhã, senhor, vamos estar encaminhando a sua mercadoria.”
                        
O que é o gerúndio?: uma das formas nominais do verbo, o chamado particípio presente. Quando utilizamos o verbo no gerúndio como peça básica de uma locução verbal, sabemos que denota uma ação se desenvolvendo no momento da fala e sem conclusão. Por exemplo: Eu agora estou escrevendo este texto. Nesse caso, o gerúndio é perfeitamente cabível. Outra situação em que podemos usá-lo: Neymar jogou encantando a todos (nota-se que o gerúndio expressa uma circunstância de modo).

Verifiquemos a lógica semântica dessa primeira frase: “Amanha, senhor, vamos estar encaminhado sua mercadoria.” – significa que, durante o dia seguinte todo, estará efetuando-se o encaminhamento da referida mercadoria; esse produto realmente vai deixar os funcionários da empresa fornecedora muito ocupados; e, não é possível saber se a mercadoria vai sair finalmente para chegar ao destinatário.

Sem mais delongas, evitemos o “gerundismo”. A telefonista poderia dizer tranquilamente:

Amanhã, senhor, encaminharemos sua mercadoria.

Amanhã, senhor, vamos encaminhar sua mercadoria.
João Lover.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Filme SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS: síntese

Sociedade dos Poetas Mortos – um espelho para a poetização

            Um filme reflexivo, suscitando no homem o esquadrinhamento de si e da vida, mostra o óbvio muitas vezes esquecido: tudo vai passar. É preciso aproveitar o dia, ou seja, os momentos. Uma das frases marcantes do filme:“Carpie diem.” (Aproveite o dia.). O professor Keating provoca a curiosidade dos alunos (jovens adolescentes) em relação à poesia, essência, indefinível, encantadora. Busca-se vivenciar uma “Sociedade de Poetas Mortos”, que faria renascer a fluência poética.

Um pouco da história

Um colégio de moldes tradicionais. Inicia-se o filme com a chegada dos alunos, todos começam a se conhecer. O diretor faz um discurso evidenciando o estabelecimento e apresenta o slogan: tradição, honra, disciplina, excelência; também é apresentado o novo professor de Literatura, o Sr. Keating.
Num primeiro contato com os alunos, o professor Keating (Oh! Capitão, meu Capitão) convida-os ao mural a observarem fotografias de antigos alunos. Lembra que todos aqueles já morreram e que possuíam sonhos, esperanças, hormônios etc., como os que ali estavam agora. Surge uma frase importante: “Carpie diem” (Aproveite o dia).
Na primeira aula, abre-se o livro na página da introdução (livro de J. E. Pritchard – PhD), o Professor pede que os rapazes leiam. Trata-se da medição do poema, segundo dois aspectos: perfeição e importância, um dos alunos lê: “... para se compreender um poema é preciso dominar as rimas, figuras de linguagem (...) é preciso saber como o objetivo do poema é expresso e qual a importância dele...”. E, por meio de um gráfico, pode-se medir o poema numa perpendicular, cuja linha vertical é a importância e a horizontal a perfeição. “Excremento”, diz o professor, os alunos tomam um impacto, e ele continua: “Vocês devem aprender a pensar por si, suas ideias poderão mudar o mundo (...) a raça humana está imbuída de paixão...”. Manda os alunos rasgarem todas as páginas da introdução do livro. Outras palavras do professor: “O poderoso jogo da vida continua e você pode contribuir com o verso."
No almoço, o Sr. Keating é, pelos seus métodos, repudiado por um irônico professor. Vejamos o final do diálogo, o outro diz: — Mostre-me um coração livre de sonhos tolos e lhe mostrarei um homem feliz. E Keating responde: Só nos sonhos o homem livre será.
Mais palavras, em sala de aula, do Capitão, meu Capitão: “Os poetas tentam sugar a essência da vida, a magia (...) somos enfraquecidos pelo tempo mais fortes na vontade (...) quando pensar que sabem algo vejam de outra maneira, libertem-se...” Subiu na mesa (bureau) e convidou os alunos a subirem também em suas carteiras escolares.
É descoberto o anuário da “Sociedade dos Poetas Mortos”, e se começa a vivenciar a nova Sociedade de Poetas Mortos. Os rapazes passam a se reunir na antiga caverna, exaltando a poesia...
Um aluno irreverente publica um artigo (pede garotas) no jornal do colégio; denuncia-se sarcasticamente e ele vai à palmatória, mas não é expulso do colégio. O Capitão, meu Capitão lhe diz: “Deve-se usar a ousadia com sabedoria.”
Uma situação de repressão: Neil, um dos rapazes da Sociedade, é reprimido pelo pai, que exige dele o abandono da peça de teatro em que iria participar. Neil conversa com o professor Keating. O professor fala que ele não deve representar, deve conversar com o pai e dizer o que realmente quer, argumentar em defesa da sua paixão.
Knox, outro pertencente à Sociedade, procura a garota Cris. Ela diz: “Você está louco, lê um poema e me entrega flores.”
Neil mente para o professor e atua na peça, não contava com a chegada inesperada de seu pai. A peça foi um sucesso, e seu talento do rapaz reconhecido, mesmo assim, o pai o repreende: afirma que vai tirar Neil do colégio (Welton) e colocá-lo num colégio militar.
Knox parece convencer Cris, assistiu à peça de teatro com ela e fez uns carinhos em sua mão.
Em casa, Neil não consegue dizer a seu pai o que sente. A mãe de Neil aparenta sentir muito e compreender o filho, mas é passiva. Durante a noite, Neil se mata com a arma do pai.
Todd Anderson, o mais inseguro, parecia ser o mais novo, ficou muito revoltado, colocando a culpa no pai de Neil.
Oh! Capitão, meu Capitão olha o velho livro e lê o seguinte trecho: “Fui a floresta porque queria sugar a essência da vida, eliminar tudo que não era vida... E não ao morrer, descobrir que eu não vivi.”
O diretor da Welton vai pôr a culpa em alguém, comenta o irreverente (Charlie). Charlie dá um murro no “dedo-duro”, que denunciou a “Sociedade dos Poetas Mortos”. Charlie, Nuwanda (o nome dele na Sociedade) foi expulso.
Knox é chamado à direção, depois é a vez de Todd, que é pressionado junto aos pais a assinar um documento que formaliza a saída do professor Keating do colégio.
Assumindo o lugar de Keating, o diretor manda abrir o livro de Pritchard, mas cadê a página da introdução? Quando ele pergunta o que é poesia, Keating entra na sala com a finalidade de pegar alguns pertences. Todd não resiste, sobe na carteira escolar, dizendo: “Oh! Capitão, meu Capitão, depois sobe Knox, depois Pitts, depois Meeks, outros também sobem, inclusive alguns que não faziam parte da Sociedade, dão as costas ao diretor, que fica simplesmente atordoado, não tinha como impedir aquela doce transgressão.
E Keating (Oh! Capitão, meu Capitão) encerra dizendo: “Obrigado rapazes.”

Um filme simplesmente fascinante, uma lição de vida e de poesia

            Estrelado pelo ator Robin Willians, roteiro de Tom Schulman, Direção de Peter Weir, Sociedade dos poetas mortos deixa-nos extasiados, mostra-nos o que é a vida e quem somos nós. É uma lição de liberdade. Outra coisa: se desistirmos do sonho, nossa vida pode virar uma tragédia, e a paixão é o combustível do sonho, inerente ao homem, e o sonho, o combustível da vida.
            Um enredo, aparentemente simples, abordado com genialidade. Prova que fazer cinema é, acima de tudo, contar uma boa história. O filme tem uma “pitadinha” de Arcadismo, no sentido de se buscar a natureza, ou seria Romantismo? Não importa. E o rapaz, talvez, o mais tímido, o mais inseguro, foi o grande Poeta do filme, porque ele foi todo coração.
            As personagens (os rapazes) vivenciam uma época preconceituosa, mais do que hoje, num regime de colégio altamente tradicional. Lembraram as virtudes e defeitos dos humanos. O filme passa-nos a mensagem da transgressão em busca do sonho, quebrando os padrões que aprisionam o homem.
            “A Sociedade dos Poetas Mortos Mais do que Vivos” grita: a Poesia não pode ser medida, e o homem precisa ter ideias, agir para mudar o mundo, tentar ser verdadeiro, viver estes poucos momentos chamados de vida, e que o homem parece esquecer. Subir (na carteira escolar, por exemplo) pode significar ter uma visão ampla, a visão dos pássaros, tentar uma percepção diferente. Keating nos remete ao filósofo Sócrates: “Tudo que sei é que nada sei”, exatamente no momento em que diz: “Quando pensares saber alguma coisa, tente ver de outra maneira.” E chama os alunos a ter essa mesma visão, e assim as visões estão unidas em diferentes corações e mentes para agir em busca do sonho.
            Um frase nos leva a pensar... fiquemos com ela:

“Fui à floresta porque queria sugar a essência da vida,
eliminar tudo que não era vida...
E não ao morrer, descobrir que eu não vivi.”

Síntese do filme Sociedade dos Poetas Mortos, João Lover, 2003.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Dica nº 15, Língua Portuguesa: AMBIGUIDADE em TARJA DO CANAL GLOBO NEWS, dia 07/08/2013, 16:05h.

Frase em tarja da Globo News: “Delegado diz que menino manifestou desejo de matar os pais para o amigo.”
                        
Nota-se uma AMBIGUIDADE na frase acima.

A matéria do canal de notícias é sobre a tragédia que ocorreu na Vila Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, no dia 5 de agosto. 5 pessoas morreram; e o suspeito das mortes é um menino de 13 anos; as investigações apontam que, provavelmente, depois de matar o pai, a mãe, uma avó e uma tia-avó, ele se suicidou.

Do modo como se escreveu, parece que o crime seria praticado a pedido do amigo ou na intenção, ou em atenção ao amigo.

Vamos  parafrasear SEM ambiguidade:

Delegado diz que menino manifestou ao amigo o desejo de matar os pais. Etc.
    
João Lover


sábado, 6 de julho de 2013

Definir teu olhar

O primeiro raio de sol quisera ser teu olhar
que vem iluminar meu sorriso perdido,
me trazer alívio, me esquecer o tempo,
já não ter sofrido e ser mais atrevido
a todo momento.

Encravados raios brilhosos em mim,
indeléveis, gostosos, maliciosos enfim.

Tanta Luz! Teu olhar, 
um segredo a desvendar
nunca em nosso tempo;
mitologia ítalo-helênico,
filosofia selvagem, polêmico.

Aquece o fogo e me queima por dentro,
invadindo "pouco a pouco",
uma loucura de louco, um tormento, um perigo.

E tudo que penso e digo não revela os efeitos,
e sinto que não há jeito de poder defini-lo.
   João Lover (1997)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Brasil 3 x 0 Espanha: por enquanto, o jogo do século

Brasil justíssimo Campeão da Copa das Confederações 2013. A  Seleção Brasileira é o time mais vencedor de todos tempos e jogou contra o time considerado o melhor da atualidade, o campeão da Copa do Mundo de 2010: a Seleção Espanhola.

Do começo ao fim, não deixamos a Espanha respirar. Abrimos o placar com o oportunismo e a esperteza de Fred, depois de um lançamento do Super Herói: Hulk. O segundo gol foi um pombo sem asa de canhota de Neymar, após tabelar com Oscar. O terceiro gol: um passe de Hulk, Neymar, inteligentemente, faz a deixadinha, e Fred coloca a bola no canto esquerdo de Casillas. Toda a equipe brasileira jogou demais...

Vamos lembrar uma feliz coincidência entre David Luiz e Amaral (grande zagueiro da Copa de 78). Antes, vale dizer que ambos atuam na quarta-zaga, e a camisa dos dois é a número 4. David Luiz salvou o gol que seria o empate da Espanha no 1º tempo: o goleiro Júlio César já batido, o zagueiro corre, dá um carrinho e tira bola quase de cima da linha (se fosse gol, mudaria a psicologia do jogo). Nesse momento, o jogo estava um pouco equilibrado. Como disse Felipão, foi uma bola decisiva para que o Brasil ganhasse a partida. Esse lance é muito parecido com o acontecido na Copa de 78, no jogo Brasil x Espanha: o goleiro Leão já vencido, Amaral corre para a meta e consegue tirar a bola com o pé, como se fosse um goleiro; então, foi garantido o placar de 0 a 0, caso contrário, se a Espanha tivesse derrotado o Brasil, sairíamos na primeira fase. Eh! Amaral, que saudade! Recordo-me também de Givanildo (do Santa Cruz) jogando contigo, Zico e Rivelino: que maravilha!

Valeu, Brasil. Felipão tem esquema tático e coração. Neymar é o cara, só os grandes gênios da bola são extremamente decisivos: observem-se esses 5 jogos da Copa das Confederações 2013 (Neymar fez gols em 4 deles; em, praticamente, todos, deu assistências que se tornaram gols: somente isso, além de alguns dribles magistrais). Parabéns, Júlio César, Você merece, jogou demais e recuperou a confiança de grande goleiro que é. Valeu Fred, nosso carismático goleador, jogou muito na final. Estamos bem servidos de volantes: Paulinho e Luiz Gustavo. Estamos também contemplados na armação com Oscar. A zaga dispensa comentários: Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, e Marcelo; além disso, o Hulk é nosso. Temos uma SELEÇÃO BRASILEIRA.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Laranjas de menino


O Mestre Fernando Sabino, que morreu na véspera do Dia das Crianças, disse: “Quando me perguntam o que eu queria ser, digo que queria ser menino.” Temos esse sonho impossível de voltar a ser criança e, quem sabe, tenhamos um coração criança...

Lembro agora uma passagem do meu tempo de menino (eu deveria ter 9 ou 10 anos de idade): perto da minha casa, na mesma rua Cel. Austriclínio, em Palmares-PE, havia um grande supermercado... Certo dia, eu ia passando quase em frente a ele e observei um caminhão carregado de laranjas parado, vi que carregadores/descarregadores de caminhão do local estavam “tirando” aquelas frutas pelas brechas da grade da carroceria. Isso não era correto, no entanto me deu uma vontade de pegar pelo menos uma: ora, se eles podiam, achei que eu também iria conseguir. Desconfiado, aproximei-me da grade da carroceria e comecei a tentar, mas aquele braço mago, de menino amarelo, não tinha força suficiente, desanimei. Quando ia desistindo, apareceu, de súbito, um homem. Não me recordo exatamente das palavras: disse que achava que eu não iria conseguir e resolveu-me ajudar. Danou a mão por entre a grade, pegou três laranjas e me entregou:

            — Obrigado!
            — De nada.

Sorrindo fui atravessar a rua, com um sorriso escancarado, e tomei um susto: aquele homem que tirou as laranjas para mim era o motorista do caminhão.

Fui pra casa pensativo. Por que o homem não me repreendeu? E ainda foi generoso, deu-me três laranjas. Já estava em sua hora de sair...

Hoje, compreendo que, antes de repreender uma criança, o melhor é protegê-la e ter sensibilidade de provar a ela um sentimento pelas boas ações. Quem sabe, provocar nela um sorriso, para uma melhoria do mundo.

Uma maneira de salvar o mundo é dar amor às crianças e facilitar de todas as formas para que elas interajam numa linda e doce brincadeira.
    João Lover

sábado, 18 de maio de 2013

Dica nº 14: Língua Portuguesa: RISCO DE VIDA

Qual é o gramaticalmente correto?

risco de vida? 
risco de morte?

A Jornalista Sandra Annenberg, apresentadora do Jornal Hoje (Rede Globo), pronunciou há 3 ou 4 dias: "A criança não corre risco de vida."

Concordo plenamente com a jornalista. Existe uma grande discussão sobre essas expressões. Observam-se jornalistas e outros comunicadores dizerem: "risco de morte". Na verdade, estão confundindo "risco de morte" com RISCO DE MORRER (expressão correta). 

Se buscarmos a lógica, veremos que risco de morte não existe, porque quem está morto não corre nenhum risco. Quando falamos "risco de vida", estamos simplemente afirmando que a vida está em risco.

O fato é que pouca gente fala na ambiguidade sintática. Vamos classificar sintaticamente as locuções: "de vida" e "de morte". Podemos classificar apenas uma delas como adjunto adnominal (determinante do nome), o que representa um tipo de risco. Se tentarmos classificar "de morte" como complemento nominal, não é possível uma vez que não possui valor passivo (a morte sofrer o risco?); e, se pensarmos em classificá-la como adjunto adnominal, não podemos: a indicação de posse é descartada (o risco pertencer à morte?). Portanto, declaro que simplesmente NÃO é concebível a expressão "risco de morte".

Já, na expressão "risco de vida", a locução "de vida" podemos classificar como adjunto adnominal, ou seja, o risco pertence à vida desde que nascemos.

Então, podemos dizer: RISCO DE VIDA e também RISCO DE MORRER. E, "de vida"  acredito que seja adjunto adnominal (aí está a ambiguidde sintática, pois alguém pode dizer que é um complemento nominal); e, "de morrer" é uma oração subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo: funciona como complemento nominal da palavra "risco", isto é, risco de que a morte aconteça (sublinhei a oração, nesse caso, desenvolvida).
   João Lover

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dica nº 13, Língua Portuguesa: ERRO do Jornal Nacional (Rede Globo, 03/05/2013)


Neste dia 03 de maio, veja a frase pronunciada pela Jornalista Patrícia Poeta, no final do noticiário da matéria que se refere a um TROTE feito por meio do telefone 190:

“A justiça pode pedir o ressarcimento do prejuízo aos cofres públicos.” (frase errada para o contexto).

Ou seja, do modo como foi veiculada a notícia, tecnicamente, é possível pedir aos cofres públicos o ressarcimento, isto é, os cofres públicos vão ressarcir em vez de serem ressarcidos.
              
O fato é que esse referido TROTE mobilizou uma grande operação, que envolveu Polícia, Corpo de Bombeiros e funcionários da concessionária de uma estrada, e causou um prejuízo de aproximadamente R$ 20.000,00 e o desperdício de algumas horas de trabalho, segundo o Jornal Nacional.

Como o erário sofreu o prejuízo, vamos à frase dita de uma forma coerentemente correta:

A justiça pode pedir que os cofres públicos sejam ressarcidos dos prejuízos pelo cidadão responsável.

  João Lover

sexta-feira, 19 de abril de 2013

DICA da LÍNGUA nº 12: Manchete do Site globoesporte.com: 'Eu não queria'

No ar, a figura da AMBIGUIDADE. Vejamos a submanchete: "Luxa culpa 'desequilibrado' treinador do Huachipato, que acusa o brasileiro de ironia."

A frase acima se refere aos acontecimentos desagradáveis no jogo Huachipato x Grêmio no chile, ontem (18/04/2013). A ambiguidade surge porque, do modo como a manchete está escrita, não se sabe se a palavra desequilibrado se refere a Luxemburgo (Luxa) ou ao treinador do time chileno.

Vamos a alguns detalhes técnicos, classificando os termos: se o vocábulo DESEQUILIBRADO se refere a Luxa, esse termo é um predicativo; se se refere ao treinador do Huachipato, tecnicamente, é uma oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio e deveria vir entre vírgulas depois de "treinador do Huachipato".

Como tudo indica que DESEQUILIBRADO é referente ao treinador do time chileno, façamos então a frase sem ambiguidade:

Luxa culpa o treinador do Huachipato, que estava 'desequilibrado' e acusa o brasileiro de ironia.

Outra coisa que não fica bem esclarecida é "acusa o brasileiro"... Qual brasileiro? Tudo indica que é Luxemburgo, mas poderia ser outro?...


quinta-feira, 14 de março de 2013

Quem é Você...

Você é a poesia,
o mundo que seria
todo preso de encanto,
na ilusão e no espanto,
um vibrar dia a dia.

A liberdade teria
toda intensidade,
e somente a verdade
prevaleceria.

Uma Luz, um sorriso
espontâneo acontece
se Você aparece,
emoção de improviso.

O sabor escondido
que ninguém oferece,
o sonho e a prece
de quem tá perdido.

Tudo é lindo ao te ver,
um viver te abraçar,
de dentro um gritar
que não é pra dizer.
  João Lover
       14.03.2013 (Dia da Poesia)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O choro

Uma menina chorando,
emanando tantos encantos,
que o seu jeito não nega.

Se uma lágrima escorrega
no seu rosto macio,
vem um alívio sadio
de uma dor que navega.

Tristeza e tempo passando
em seus compassos, correndo;
a menina, assim, sonhando,
nesse momento, sofrendo...

Mas... nada está perdido.

Menina! Solta teu sorriso
de preciso poder mágico,
de um brilho fantástico;
como um sol, manda Luz.
E no olhar se traduz
flamejantemente divina.

Se um dia tudo termina,
hoje, não será tarde;
esse peito te arde
porque o amor te domina.
  João Lover (2002)

domingo, 27 de janeiro de 2013

O momento e o risco

Assumir o risco, às vezes, significa viver. Quando o sentimento comanda, não importam as incertezas. Quem ama arisca do começo ao fim, é o que faz valer o acaso, sem julgamento, vencedor ou vencido. São os mais velozes momentos. Aproveite! Um segundo, já passou...