sábado, 29 de dezembro de 2012

Esperança para 2013: lindo comercial

Na televisão, a propaganda de determinado Banco nos chama a atenção: lembra a esperança para 2013, usando um poema de Mário Quintana. Vamos ao texto:


“Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...”

O texto do comercial omite algumas palavras, o que não tira a essência. Que maravilha, essa propaganda nos lembrar desse sentimento o qual não podemos perder! Somente para os que não conseguiram sentir a poesia vou apresentar uma possível tradução, não esquecendo que as possibilidades do texto são infinitas. Então, vamos lá:
Lá do décimo segundo andar do ano: a esperança sempre pode alcançar o lugar mais alto;
Uma louca chamada Esperança: ela é o delírio que não se pode deixar de sentir: é combustível da vida junto com o sonho. Observa-se que está escrita com letra maiúscula: é própria, pertinente em cada ser.
Ela pensa quando todas as sirenas, buzinas... tocarem / Atira-se / E / — ó delicioso vôo!: no ápice do festejo da vibração, no prazer, ou na saudade, pode atirar-se sem medo numa espontânea e intrínseca liberdade.
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada: mesmo depois de uma sinistra queda, por mais que bata num solo duro, frio, insensível, estará ilesa, como blindada, forte, invencível numa proteção Divina.
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha dos olhos verdes?
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...: por mais perguntas e dúvidas que haja, a esperança é menina, é uma Luz brilhante em verde (mostra sua cor, mesmo numa solidão), como um olhar de criança no mais verdadeiro do espelho da alma.
Como o Poeta diz, não podemos esquecer: agir e caminhar na Luz da ESPERANÇA. E o único caminho em que tudo pode dar certo é o do bem. Imagino que assim pensou o Poeta.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feliz Natal!

PALAVRAS DE NATAL

O Natal está em nós
como sóis infinitos,
e ecoa aquele grito
de agir pelo sonho.

Suponho um sorriso
escravo da liberdade,
a vontade e o prazer
de no outro senti-lo.

No melhor estilo,
o calor do abraço,
um estreito laço:
melhor aconchego.

Vibra em chamego
o corpo em emoção:
uma tradução
dum pedaço vida.

Assim é que se faz
em busca do sentido,
toda Luz e bramido
no silêncio da Paz...
  João Lover (21/12/12)


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Dica nº 11, Língua Portuguesa: Sobre o Corinthians. Salve! Nação!


Nesse caso, refiro-me à manchete que circulou na rede de televisão Bandeirantes, neste domingo, dia 16, no qual o Corinthians sagrou-se Campeão Mundial Interclubes. Vejamos a manchete: SALVE A NAÇÃO!

É claro que podemos entender, mas existe um equívoco técnico: quando dizemos “SALVE A NAÇÃO”, falamos usando o modo verbal imperativo. Nesse caso, pede-se que alguém salve a Nação. Há um sujeito implícito (VOCÊ), no entanto, a Nação não precisa ser salva, a Nação Corinthiana está em festa. Do modo como está escrito, “A NAÇÃO” é objeto da ação verbal (objeto direto). “NAÇÃO” é pra ser o vocativo, uma vez que recebe uma saudação!

A manchete deveria ser simplesmente: Salve! Nação!; ou Salve, Nação!; e ainda poderia ser: Salve! Nação Corinthiana!

Vamos lembrar o Hino Nacional:

“Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!”

   João Lover

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A igualdade

Para um homem poderoso, existe um mais poderoso;
para todo homem forte, há um mais forte;
para um de muito dinheiro, há um que tem mais dinheiro.
Como diz a música: "Assim caminha a humanidade."
Neste curto passeio: a vida, parece que,
se não houver disputa, tudo não faz sentido.
E onde está o sentido?
Vamos trocar o sentido pela motivação...
Só há uma coisa, mais poderosa, mais forte,
mais rica, o sentimento livre como um sorriso de criança,
sem guerra, sem vaidade, sem ser melhor nem pior,
possuir a PAZ de sentir o que é amar:
essa igualdade que a humanidade não quer.
  João Lover 13/12/2012.