terça-feira, 31 de julho de 2012

A força maior

O Universo cabe dentro
de uma coisa que se sente
e se expande intensamente,
comprimida no coração...

Infinita ardente explosão,
fremente quão silenciosa,
a mais ávida e ansiosa
busca encontrada-perdida...

Na firme ilusão pretendida,
com seu escapulário...
em vibração enlouquecida,
o coração é um campanário.

Põe-se em alarme a vida,
um risco necessário,
um incerto corolário,
a perdição a salvar.

E livre o sentido há,
concentrado num sentimento
eterna Paz de um momento:
nossa audácia de amar.
  João Lover (2002)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Produção da Paz (Poema para o Dia do Amigo)

Tudo tem de ser agora,
se talvez não haja hora
pra que se faça depois.


Um abraço entre nós dois
fazer parte da História,
sem receio nem vanglória,
uma amizade se propôs.


E não se precisa falar...
em cada ação, em cada olhar,
estão a certeza e a Luz;
e a vida já se conduz
com uma força infalível,
surge alegria impossível,
eterna Paz se produz.
   João Lover



Para todos os meus amigos,
dedico este poema!!!

A lua cheia

Defronte à lua, na esquina da Estácio Coimbra, Palmares;
a lua cheia, a Praça Ismael Gouveia,
lá estou eu, cedo da noite,
lua para pernoite de amor na beira do mar.


Penso no vento que balança os cabelos, na fogueira,
penso nos mistérios, na estória do lobisomem,
nos hemisférios, no clima excitante dessa fase lunar...
A lua cheia é o luar, e a mulher nua, "mundo da lua".


A mente viaja em paisagens coloridas,
caleidoscopiadas nas emoções do prazer
a convergir indelevelmente poesia,
inferindo-se num sorriso ao lembrar teu olhar.
   João Lover (1997)

sábado, 14 de julho de 2012

A Força da Poesia

Toda dor pode ser suportada,
toda fraqueza pode ser forte.
uma força de dentro emanada
vai pelo tempo: louca jornada,
representa a vida e a morte.


A Poesia segue salvando,
destilando riso e tristeza
numa lancinante incerteza
de quem ora vive sangrando.


O coração rasgado... aberto,
livre com seu sentimento;
na Paz desse seu deserto,
dorme a sede e um momento.


De lágrimas e de sangue
vai-se enchendo um mar:
cachoeiras e avalanches
sempre vertem do olhar...


Há um Sol e uma Noite
ressurgindo dia a dia...
e o pensamento em açoite
sonha impossível Utopia...
  João Lover (2002)

terça-feira, 10 de julho de 2012

Grandeza II

Quando penso em amar,
só quero te querer,
é real... sei que não há
melhor sonho pra viver.


E já posso acreditar:
não há por que sofrer
nem rancores pra matar,
nem ter medo de morrer.


Esqueço o que foi perdido,
sinto as cores, o cintilo
das flores da primavera.


E, no teu abraço, envolvido,
o nosso amor: o sentido
e onde tudo se encerra.
   João Lover (2002).