sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Previsão de ano novo

A previsão indica que os sentimentos são os mesmos a cada ano. Em todos os planos, a humanidade é embalada pelo sonho... E tudo é essa força que se chama sentimento: o que faz valer o momento; e a emoção é uma tradução da vida: a medida infinita do viver de cada um. E a grande pedida, óbvia, é AMAR: o que nos salva pelo lado do bem, numa conduta que busca o sorriso do outro; e o coração fica solto e recheado de PAZ. Essa é a previsão; e as coisas do coração prevalecem. Que isso seja nossa canção, nossa ação, nossa prece. O resto é ilusão; e a solução é nossa, ALGUÉM acredita na gente.
    João Lover

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Contabilidade temporal

Nas 'partidas dobradas' do tempo, 
o que vale mais? O amor ou a vida?


A vida parece valer mais,
verificando-se a premissa:
só os vivos podem amar.


Por outro lado,
a vida sem amor não vale.


Então, contabilizando ações, escusas,
hesitações e omissões, chega-se
à seguinte conclusão:
quem não ama já está morto.


E assim, entre débitos e créditos,
observa-se que "amar é viver" e 
vice-versa na contabilidade do tempo,
iniciada pela vontade de Deus.
   João Lover

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Poema de Natal

Todo dia é um pedaço do Natal.
Natal, nascimento, vida:
uma coisa refletida
no brilho do nosso olhar!
E assim podemos sonhar,
e não ter a esperança perdida.


Que estejamos prontos pro abraço,
as derrotas não são o fracasso,
podem começar a vitória.


E que dividamos a glória
de todo nosso sucesso
com boa vontade em excesso
numa contagiante euforia


pra que o coração, dia a dia,
seja feliz realmente...
a nossa alegria existente
sempre ao irmão estendida
numa emoção: nosso prêmio
presente em todos milênios
com a nossa Paz infinita!
   João Lover

domingo, 18 de dezembro de 2011

Barcelona 4 X 0 Santos: uma LIÇÃO de Futebol (18/12/2011)

O Santos perde do Barcelona (Final do Mundial Inter-clubes da FIFA). Ser derrotado pelo melhor time do mundo é "aceitável". O Barcelona não é só a melhor equipe da atualidade: é o melhor que já vi jogar em todos os tempos. Talvez não seja mais que o Santos de Pelé (esse não vi atuando). Assisti à Holanda de 74 (Carrossel Holandês), conheci o Flamengo de Zico, emocionei-me com a Seleção Brasileira de 82 (antes do Barcelona, a melhor Seleção de todas), encantei-me com Espanha na Copa do Mundo de 2010: nenhum desses é superior ao Barcelona.


Talvez alguém até ache engraçado o que vou falar: o Santa Cruz, de Recife, na década de 70, passou mais de 20 partidas invicto utilizando uma filosofia de jogo parecida com a do Barça: marcação desde a saída de bola (isso inclui Campeonato Pernambucano, Campeonato Brasileiro e excursão pela Europa e Oriente Médio). Viva o Mestre Gradim.


Voltemos ao jogo: de acordo com a minha experiência, uma coisa é certa: agiu com medo, perde. Não existe uma fórmula 100% (em determinadas situações, futebol também é sorte), mas o Santos utilizou a filosofia errada: três zagueiros e um meio-campo mais aberto, jogou muito recuado. Se eles não dão espaço, também não devem receber espaço. O feitiço deve virar contra o feiticeiro. O Santos, quando adiantou o time no segundo tempo, criou três situações de gol em 13 minutos, mas já era tarde...


Como disse Neymar, foi uma LIÇÃO de Futebol, "se o Santos implantar esse estilo de jogo, ninguém nos vence." O Barcelona joga simples: posse de bola, marcação pressão, todo mundo corre pra marcar, ocupa os espaços vazios do campo, triangulações, verticaliza a bola e alguém entra em diagonal para receber, passes precisos. Tudo isso aliado à técnica e à habilidade de jogadores como Iniesta, Xavi, Fabregas, Messi, Daniel Alves e todos os outros... Outra coisa é o preparo físico invejável.


Só existe um meio de parar o Barcelona é tirar-lhe o espaço e igualar, no mínimo, a posse de bola, se for possível. Jogadores dessa qualidade não podem receber a bola e pensar; deve-se também jogar agredindo pra que eles não fiquem "o tempo todo" no campo de ataque. Como "dirigir / controlar" um carrossel?


A Neymar um recado: não desanime, cara! Hoje não era o dia. Você só tem 19 anos e já é um dos melhores do mundo, completo em todos os fundamentos na sua posição, melhor do que Messi. Então, é só trabalhar pesado, talento Você tem, e muitas emoções virão proporcionadas pelo seu Futebol. Falei, antes, sobre o melhor time do mundo. Agora, digo, afora Pelé, não existe nenhum atacante que possua o seu reflexo: isso é coisa de gênio, vencedor que traz muitas alegrias à Nação Brasileira.
   João Lover

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ambiguidade: embaraço na coerência do discurso

A ambiguidade pode funcionar muito bem na poesia, mas, em geral, deve ser evitada... Observe-se um caso em que ocorre essa situação (ou seja, quando tecnicamente o leitor é levado a outro entendimento do texto): estava lendo uma reportagem da Revista ISTO É (n° 2178, dia 10/08/2011), título: ATRAÇÃO FATAL PELA BOLA, escrita pela Jornalista Cláudia Jordão. 


Vamos à matéria: "Por que a mistura de juventude, futebol e mulheres costuma ser explosiva, como no caso da namorada de Rafael Silva, jogador da Portuguesa, que morreu após cair do 15° andar de um prédio em São Paulo...". Quando a leitura chega a esse ponto, entende-se que o jogador teria morrido, mas, na verdade, foi a namorada, isso é visto mais adiante. Verifica-se um contratempo que vitima o leitor.


A Jornalista usou uma oração subordinada adjetiva explicativa: "que morreu após cair do 15° andar de um prédio em São Paulo" para especificar a namorada. No entanto, pela distância entre determinante e determinado, houve uma complicação.


O "problema" poderia ser resolvido da seguinte maneira: ... como no caso da namorada de Rafael Silva, jogador da Portuguesa. Ela morreu após cair do 15° andar de um...


Deve ter sido uma desatenção da Jornalista. Todo cuidado é pouco, o escrito sempre é uma preocupação, e todos nós estamos sujeitos a um escorrego. Por isso, conhecer tecnicamente o sistema é fundamental, e também sempre revisar o discurso.
    João Lover

domingo, 11 de dezembro de 2011

Emoção das Letras (Poema de Formatura, 1998)

Este poema de agora,
ele é, sem demora,
satisfação desmedida,
e assim, uma bebida
para brindar esta hora.


E nós estamos juntos
há tantos e tantos minutos,
não estaremos amanhã,
findado o nosso afã,
concluída mais uma etapa.


O nó da gente desata,
e o coração tem saudade
dessa tal felicidade
de caminharmos tão perto
em busca de um eterno
conhecimento (futuro),
ou no claro, ou escuro,
na trilha das letras,
que são e serão nossas tetas
alimentando a expressão.


E somos um clarão 
de Luz que não se apaga
um corte, a navalhada,
o sangue pela vida,
o alívio da ferida
da nossa gente sofrida,
deste povo que trabalha.


Hoje é o dia!
Se Eu chorar, Você ria,
Se Eu rir, Você "chora";
essa nossa agonia
é o prêmio, a vitória!


Seguiremos a trajetória,
leve o meu coração,
vamos numa canção 
de Paz e liberdade,
e a nossa amizade é verdade:
uma razão de ser nesta vida,
uma explosão colorida
de um prazer fascinante.


E num abraço, sem saída,
inesquecivelmente fica
nossa emoção brilhante!
  João Lover

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sócrates: Doutor de Futebol

Sócrates, isto é, Craque de futebol, Inteligência, Personalidade, Liderança, Democracia, Coração.

Hoje, 4 de dezembro de 2011, foi para uma outra dimensão Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. Ironia do destino: exatamente no dia em que o Corínthians é Campeão Brasileiro.

Vamos voltar ao passado: o Corínthians, na década de 70, depois de mais de uma dezena de anos sem título, foi Campeão Paulista de 1977, com aquele antológico gol de Basílio. Observa-se que, nesse contexto, havia excelentes jogadores. Mas, após a saída de Rivelino, não surgia ainda nenhum jogador com tamanha representação.

Saído do Botafogo de Ribeirão Preto, onde eclodiu (passagem vitoriosa), o Magrão ou  Doutor, chega ao Corínthians em 1978. Foi Campeão Paulista de 1979, ao lado de Zé Maria, Amaral, Wladimir, Palhinha e Biro-Biro... O mundo começa a conhecer um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Foi também Campeão Paulista de 1982 e 1983, jogando ao lado de Zenon, Casagrande, Leão, Eduardo, Biro-Biro, Wladimir...

Em 1979, é convocado para a Seleção Brasileira... Faz parte daquele fantástico time do Brasil da Copa 1982. Lembremos o meio-campo: Cerezzo (5), Falcão (15), Zico (10) e Sócrates (8) – o Capitão. Sócrates teve a honra de marcar o 1° gol do Brasil em duas Copas (1982, contra a União Soviética; 1986, contra a Espanha).

Ele foi um jogador habilidoso, artilheiro, inteligentíssimo, de toques rápidos e desconcertantes: utilizou como ninguém o toque de calcanhar – sua marca registrada.

O Futebol e os amantes do futebol estamos tristes neste momento, mas felizes e emocionados pelo prazer de ter visto o Doutor Sócrates jogar.

Nome de Filósofo, um Homem Filósofo defensor veemente da Democracia. Um Filho querido da Pátria. Uma lição e a saudade...

Grandes homens fazem mudanças (alquimia, mágica, encanto, respeito...). Hoje, foi um dos raros dias em que torci para o Corínthians.
  João Lover

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quando estou em teus braços

.......................
...........................


É como uma morte
voltar de novo em vida,
como não haver ferida
e usufruir toda sorte.


E vai a sul e norte
como as vozes do vento
carregando o alimento
no sentimento mais forte.


E assim um vazio
parece ser preenchido
como saciar todo o cio
e encontrar o sentido.


Nunca mais estar perdido,
porque tenho o teu abraço,
sou o dono do espaço,
sou eterno e infinito.
   João Lover

domingo, 27 de novembro de 2011

Poema para Você

Esse poema é para Você.
Sem Você saber!
Ele vem com uma inspiração
que não cabe nem todos os universos;
e os versos, nesse momento,
tentam te dizer do imenso prazer encontrado,
como se a história tivesse final feliz...


Por Você existir, há o riso e as cores,
e todas as dores não importam agora.


Guardei o meu amor somente para Você
num lugar encantado só meu:
onde faço as preces a Deus,
no meu encontro sozinho;
e vou seguindo o caminho
que nunca encontra o seu...
    João Lover (1998)

sábado, 19 de novembro de 2011

Os meninos engraxates

A menina e o engraxate,
uma noite, já tarde...
fazem brilhar os sapatos...


Tristonhos os olhares...
Nos cabelos, a poeira.


Era uma sexta-feira,
eu bebia, na praça,
nossa velha cachaça
e dizia besteiras.


Relembrei uns dias atrás:
minha infância, meus ais...
sem nenhuma ação no momento,
ensaiei alguns lamentos...


Onde está a solução?


Cinquenta centavos numa mão
pus para ver um sorriso,
fato este ocorrido:
mudança não definitiva...


Já não há alternativa,
saída para essa gente
de um sofrer tão deprimente,
quase sempre toda a vida...


Bem perto estamos nós.
E Eles... estão sós.
Ah! Essa nossa crueldade!


Somos covardes em falsidade,
só olhando os esquecidos,
que vão sendo excluídos
no nosso tempo implacável,
sem oportunidade, ser sorte.


Quem será o miserável!?...


Inocentes tristes e fortes
ainda sonham com a vida...
Mais uma noite sofrida
numa sociedade de morte.
   João Lover

domingo, 13 de novembro de 2011

O segredo e o medo

Por que o medo?!


Há um segredo encantado...
um desejo apaixonado,
para "amar" tu esperas...


Um fera ardente
voraz dentro da gente,
uma flamante loucura,
que a nossa armadura
quase nunca revela.


É mais do que bela,
nem leve, nem brisa.
Uma vontade precisa:
furacão que arrasa,
e deliras em brasa
se a não realizas.
   João Lover

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Dica n° 03 – Língua Portuguesa – verbo VER, no futuro do subjuntivo

Verbo VER

Vejamos as duas frases a seguir:

1.   Quando eu ver você amanhã, entregarei o livro.

2.   Quando eu vir você amanhã, entregarei o livro.

O verbo VER aparece, geralmente, em questões de concurso, no modo subjuntivo, tempo futuro (o modo subjuntivo é aquele que representa uma possibilidade, probabilidade, etc.). Gramaticalmente, ou seja, de acordo coma norma culta, o correto é dizer: Quando eu vir você amanhã, entregarei o livro.

Outra frase correta: Se tu vires alguém vindo em direção a ti, não serei eu.

Lembre-se de que estamos falando do verbo VER no futuro do subjuntivo. Não confundir com o verbo VIR, cuja primeira pessoa do singular, nesse caso, é VIER.

Aqui, estão as flexões do verbo VER no futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.

João Lover

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vertentes

Volúpios lábios salientes,
duas grandes vertentes,
permabilizados por meus beijos
num frenético doce lampejo
do conectar das nossas línguas.
Se fazes amor, ficas mais linda,
e o prazer é o teu segredo.


És o encanto, o mistério,
o encontro dos hemisférios
onde sem medo me perco.


O seguro é sentir teu peito,
sempre vives na minha mente,
seduzes minhas correntes
a desaguar no teu leito.
   João Lover (1995)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Carlos Drummond de Andrade: o Poeta do sentimento do mundo

De um Pedregulho-MG (Itabira-MG), nasce (31/10/1902) alguém de alta sensibilidade e rara inteligência, como são os grandes mestres da literatura. Esse mago das palavras (que coincidência!) veio ao mundo no “Dia das Bruxas”. Uma pedra permite esse caminho, e “tinha uma pedra no meio do caminho...”, e há uma Poesia que nos salva.

Quem se predispõe a pensar e a beber conhecimento (filósofos, poetas, pensadores...), deveras, vai sofrer e sedimentar-se numa visão pessimista do mundo social. Assim, é Drummond, que vai do profundo lirismo introspecto: memória, saudade, amor às observações cotidianas, engajamento, tempo presente. Ele, indiscutivelmente, vivenciou o seu tempo, não deixando escapar nada de sua genial percepção, transformando todo o seu “sentimento do mundo” nessa força suprema que podemos chamar de sua linguagem. Como diria Ferreira Gullar: “Traduzir uma parte na outra parte / é uma questão de vida e morte...”

Hoje é um dia especial: dia de Luz na mais nítida acepção da palavra! Seriam muitas teorias e ensaios sobre a luta do Poeta “contra” o eu-lírico transcendental, de uma originalidade somente traduzida nos grandes sábios... Então, vamos curtir alguns versos de Drummond:

            “Meu mundo vasto mundo,
            se eu me chamasse Raimundo
            seria uma rima, não seria uma solução.
            Mundo mundo vasto mundo,
            mais vasto é meu coração.”

“O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.”

            “Chega mais perto contempla as palavras.
            Cada uma
            tem mil faces secretas sob a face neutra
            e te pergunta, sem interesse pela resposta,
            pobre ou terrível, que lhe deres:
            Trouxeste a chave?”

“Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.”

            “Eu preparo uma canção
            que faça acordar os homens
            e adormecer as crianças.”


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Futebol: um Rei e um parvo aspirante

Uma declaração IDIOTA foi notícia, no mundo inteiro, há alguns dias. Messi falou: “Não vi Pelé jogar, mas não faz falta, vi Maradona.” E considerou este o melhor de todos os tempos no futebol.

Depois de declarações infelizes, já observei no futebol algumas derrocadas. Vou exemplificar somente uma, de Jair Picerne, na época, Técnico do São Caetano (começo dos anos 2000): “Sou o melhor técnico de futebol do Brasil.” Daí, não ganhou nada, tinha um excelente time, foi vice-campeão brasileiro duas vezes seguidas e vice da Libertadores das Américas. E, que ironia: o São Caetano, nessa mesma década, foi Campeão Paulista, mas Picerne não era o técnico.

Com Messi não vai ser diferente, os ventos vão soprar... Voltando ao que disse o Camisa 10 do Barcelona, faço uma pergunta: quantos gols Maradona fez com a perna direita e quantos gols fez de cabeça?? Onde quero chegar: Maradona e Messi são tortos só jogam, praticamente, com a perna esquerda. Pelé não se sabe se era canhoto ou destro, fazia com as duas pernas tudo com mesma precisão. A obra de Maradona (pesquisem) é muito pequena, quando se fala em números. Os números de Pelé são impossíveis, sem falar que ele é o Atleta do Século XX (entre todos os esportistas).

Messi é um excelente jogador, tem condições de superar Maradona. Mas, se ele acha que o Diego é o melhor de todos os tempos, nota-se a sua pouca inteligência. É melhor que ele não assista ao DVD Pelé Eterno: vai chorar muito ao ver a distância que separa Pelé dos simples mortais.

Messi está iludido com o nome ‘melhor do mundo’: antes de chegar a Pelé ainda tem de passar por Zizinho, Zico, Garrincha, Rivelino, Ronaldinho Gaúcho, Falcão, Kruyff, Ronaldo, Romário, Valdo, Rivaldo, Zidane, Baresi, Okocha...

Uma dica para qualquer zagueiro, como se diz na minha cidade: faça o “pantim” com a perna esquerda e Messi vai puxar o corte para o seu lado direito, aí é só marcar. Um jogador para marcá-lo deve ter velocidade e marcar colado. Qualquer jogador só pode estar onde o corpo estiver... Pelé ninguém conseguia marcar.
     João Lover

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Duas montanhas

Os teus seios... e um aperreio.
São montanhas paradisíacas,
enlouquecem batidas cardíacas,
põem dedos e lábios sem freio.

Maciez de toda Paz,
delicados-e-não-tenaz,
afiados feito um diamante,
um consolo pro amante
em seu desejo voraz.

Prazeroso passeio alucina,
essencial componente no sexo,
misterioso complexo convexo,
explode, em anexo, a língua.
     João Lover

sábado, 15 de outubro de 2011

O Professor

Ensinar é uma Arte,
é creditar uma parte
do melhor de Você
pra fazer acontecer
a mudança bem-vinda,
e algo se anima 
na vida de alguém.


Tudo que se mantém
é agora mais forte.
Como se, numa sorte,
os caminhos cruzados.


Esse alguém libertado
daquilo desconhecido,
age mais atrevido
já que está preparado.


O Professor é o fogo,
como o tempo, infinito,
nosso trunfo do jogo,
amuleto bendito.


E tudo se transforma
pelo nosso conhecimento:
uma certeza, uma prova
de que vale o momento.
    João Lover

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Meu tesouro

Minhas Filhas e meu Filho!
Ah! Se eu pudesse comprar
todos os brinquedos,
consertar todos os meus erros!


A pura fantasia vivida na infância...
Guardo as lembranças do meu sorriso
e necessito do Vosso para ser feliz.


E Vosso olhar é a força e o tempo,
para suportar todo tormento,
a fé para tudo vencer.


Tantos sonhos já não quero ter...
Vosso abraço é o sonho real,
a felicidade em Divino sinal,
mais do que eu devo merecer...
     João Lover

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Brincar é viver

Ser criança é um sonho bem adulto...
Faça-se com a mais plena candura,
isso pode livrar da armadura:
o interesse, que é tão parvo, corrupto.
                                                                    
Para brincar, a hora, desmarcada,
nosso coração sempre mais alegre;
viva aquele parceiro que se entregue
para que seja boa tal empreitada!

A brincadeira vai-nos distraindo
com prazer e emoção supraveemente,
sozinho ou em conjunto tudo é lindo.

Uma Paz é sentida intensamente;
nesse agir, nosso espírito, mais limpo;
assim, criamos Luz, vida-semente.
    João Lover
        04/10/2009

sábado, 1 de outubro de 2011

Ébrio

Vi o desequilíbrio do homem bêbado,
equilibrado em supostas bases
solidificadas do vazio.


Cheio de credos absurdos,
um complexo de miragens
visionadas de ângulos partidos,
submerso em profundas ilusões.


Não descobre que
existe dentro de si mesmo
um magnífico universo.


Acovarda-se no tempo,
movimentos descompassados,
pouca coragem e pouco reflexo
refletem a incapacidade de fazer...


Caminha pra nenhum lugar,
chega a lugar nenhum,
passa sem perceber
que é maravilhoso viver!
  João Lover (1995)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dica da Língua Portuguesa n° 2: Verbo REMEDIAR


Verbo REMEDIAR e os outros:

Os verbos que terminam em IAR, como, por exemplo, o verbo fatiar, são regulares, conjugam-se sem que aconteçam alterações em seus radicais (radical, você sabe, chamado também de semantema, lexema ou morfema lexical, é aquela parte da palavra que traz o seu significado). 


As exceções são os verbos mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar: esses seguem o modelo dos verbos terminados em EAR, como, por exemplo, o verbo semear. Então vamos conjugar o verbo REMEDIAR no presente do indicativo: eu remedeio, tu remedeias, ele remedeia, nós remediamos, vós remediais, eles remedeiam


Para decorar essas cinco ovelhas desgarradas, use a palavra mnemônica MÁRIO. E se alguém perguntar se você faz alguma média de vez em quando, diga eu medeio
Engraçado, não é! Vejamos, a seguir, o poema Nas garras do abismo, que contempla flexões em 3ª pessoa de quatro desses verbos:


Nas garras do abismo


Na espera derradeira,
numa absurda loucura...
à beira da sepultura,
a dor não se remedeia...

Isso, como uma sereia,
acontece por encanto...
Ninguém sabe do pranto
que o peito incendeia.

Nas garras do abismo,
pelo abraço vagueia.
E o corpo tá em sismo,
bem sedento para a ceia.

Nada agora se medeia...
É forte, é morte, é vida,
Não há fuga nem saída
do amor que se anseia.           
  João Lover (2002)

sábado, 24 de setembro de 2011

Novela, mania de brasileiro: “Um cordel encantado”

Esta novela das seis: Cordel encantado, que prendeu a atenção dos brasileiros, apresentou um enredo escrito com rara inteligência. Constituiu-se numa trama temperada com ingredientes de várias histórias da ficção e outras. Para quem conhece ou não conhece um pouco de literatura e de história, podemos lembrar: A gata borralheira (Cinderela); Lampião; O homem da máscara de ferro; São Francisco e Santa Clara; Antônio Conselheiro e Canudos; A bela adormecida; O conde de Monte Cristo; O bem amado; Grande sertão: veredas; e outras que, por acaso, não percebi.

Um cenário de reis, príncipes, rainhas, princesas, plebeus, sertanejos, heróis, mocinhas, rapazes, senhores, senhoras, coadjuvantes, políticos, delegados, repórteres, soldados, padres, vilões (bandidos), bruxas, etc. Faltaram os veados e as prostitutas...

Apesar de qualquer sucesso, a conclusão é complicada, ela é o último parâmetro ao resultado. Quase toda novela da televisão brasileira comete seus pecados no encerramento, ou seja, quase sempre os finais de novela não agradam ou são mesmo ruins. Cordel encantado terminou com um lastimável roteiro. Parece até que houve preguiça de pensar. Vamos a alguns pormenores:

1. Timóteo ainda debilitado raptou Açucena, sem arma, sem que Ela desse um grito, um empurrão, sem barulho, conseguiu amarrá-la;

2.  o chute e o empurrão dados por Ela em Timóteo e os gritos já na Igreja poderiam ser executados antes, na casa dela;

3. Timóteo pregou todas as janelas e portas da Igreja (bem lacradas), sem ruído, naquela Vila calma, ninguém escutou (onde ele arrumou os pregos e as tábuas???);

4. o fogo começa na Igreja (que fica afastada) e depois consome, ninguém sabe como, toda a Vila. Até uma cruz, localizada à distância, estava pegando fogo;

5. numa Vila toda com casas de madeira e de pau-a-pique (taipa), ninguém apareceu com um machado, uma picareta, etc., que pudesse quebrar a porta da igreja e entrar (ridículos baldes de água jogados nas paredes da igreja, por fora);

6. O tiro que Zói Furado deu na Duquesa... o Capitão Herculano (Rei do Cangaço, homem de habilidade) o tinha na mira e não atirou, deixou-o escapar... Como Zói Furado conheceu o suposto dono da fazenda que apareceu no final???;

7. Zói Furado foi o último vilão, que poderia dar um tempero, um clímax final... permaneceu em cenas sem sentido e sem graça (ser prefeito??? kkk)...

Não vou falar mais, está ficando cansativo... Lamento! A qualidade da obra é pra se manter até o fim. Isso deve nortear a preocupação do artista. Quando se perde essa preocupação, escapam preciosos detalhes, e a obra perde grande parte do seu brilho.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A vitória e a lição

Cumprida a nossa parte,
com arte e sem alarde,
aqui dentro, nos bate
uma coisa bem positiva.


A sofrida expectativa
transforma-se em triunfo.
confirmados os trunfos,
comemora-se a vitória.


Vivemos uma história
tão carregada de lutas,
uma passagem curta
nesse tempo constante.


Nosso olhar mais brilhante
nas emoções dessa vida,
onde a dor e as feridas
são coisas determinantes...


Uma lição abre horizontes
e é o nosso melhor feito,
melhoria pros defeitos
dessa nossa humanidade.


É construir uma verdade,
é doar a grande herança,
trazer nova esperança,
deixar sempre uma saudade...
      João Lover



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Soneto para a Deusa do Voleibol (hoje, Comentarista da Rede Globo)

Arte, liberdade e beleza...
É real, de sonhos, encantada...
Tem no olhar uma firmeza,
suprema força e mãos sagradas.


A magia do jogo de Leila
traz a Luz vibrante da emoção,
mostra a garra duma Nação,
vitória, fascínio e centelha.


A viva verve do voleibol
é expressada nessa Mulher
como brilha nas manhãs o Sol.


A sua glória é infinita
como um sonho que se quer
e o amor que se acredita.
      João Lover (2002)


Vale uma OBSERVAÇÃO:
Olimpíadas de Atenas (2004)... Assim como na vida, existe a injustiça também no voleibol. 
O Vôlei Feminino do Brasil, na semifinal, vencia a Rússia, no quarto sete, por 24 a 19, mas perdeu esse sete e o jogo no tie-break, não ganhou nem o bronze: sucumbiu ainda na disputa do terceiro lugar.
Os deuses do voleibol, os espíritos, os ventos se revoltaram, porque LEILA não estava entre as atletas daquela Seleção Brasileira de Vôlei. Isso foi uma das maiores injustiças do esporte.
Foi uma grande tristeza aquela derrota, mas achei foi pouco e merecido castigo para o Téc. José Roberto Guimarães, que, depois disso, passou a ser menos calado e, no caso, com mais atitude, ainda bem!
Fica registrada a minha fúria por essa irreparável injustiça.
Leila, Você foi a melhor que eu já vi jogar.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Esmeraldo, trompete que emociona. De Palmares ao mundo

A música possui uma linguagem universal e nos toca de uma forma inexplicável como a paixão. Dentre os seus elementos, um nos prende, vicia nosso cérebro e nos encanta, massageia nossa mente como uma brisa em ondas de perfeita simetria, faz a gente se emocionar e flutuar: isso é a MELODIA.

A melodia é tão poderosa que faz uma letra simples, muitas vezes, tornar-se um clássico em matéria de fonograma (letra e música)... Uma melodia vinda do solo do TROMPETE de Esmeraldo possui também um imensurável poder... e eu tive o privilégio de curtir esse maravilhoso som na cidade de Palmares-PE. Sou contemporâneo desse músico fantástico. 


Estava quase a me retirar do Bar quando Ele chegou juntamente com seu amigo Samuel tecladista. Nesse momento, ficou impossível sair. A primeira música foi Os seus botões (Roberto Carlos, 1976); e fui tomado por um arrepio de quem conhece e se emociona por meio de uma sublime arte.

Esmeraldo é um desses milhares de talentos perdidos nesse Brasil. Músico do mais alto gabarito, assim como, por exemplo, o guitarrista Vavá, que é outro excepcional.

Encontro Esmeraldo em Palmares, mas poderia o encontrar num grande teatro numa capital ou num grande show para uma enorme plateia... Às vezes ou sempre, como diz a música de Lulu Santos, “somos vítimas das circunstâncias”. E o artista pode não chegar aos píncaros do sucesso, mas o valor de sua arte é da mais vibrante reverência.

E o que é válido, Esmeraldo? É válido um momento ao som de sua música, do seu sopro no contraste do frio metal com o calor dos lábios e das mãos do Artista: isso é um pedaço da vida que Você insubstituivelmente nos proporciona.
                   João Lover

Jogo da vida

A cada passo do jogo,
não se pode dar vacilo,
não se deve permiti-lo,
pois se leva um sufoco.


Só os fortes são atentos,
os fracos despreocupados,
outros, se acomodados...
ora vivem se perdendo.


Onde se encontra o prêmio?
Quem será o vencedor?
O que é ser perdedor?
No espelho... um silêncio...


Os valores são os quais
dão à vida um bom sentido,
nesse ludo a bem mais...
quem não ama tá perdido.
       João Lover

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O prazer da flor

Linda flor,
não sei se alguém a descobriu,
ainda quer o prazer
que, por acaso, não sentiu.


Como está seu coração?
Aguardando a explosão...
contida não sei por quê,
fazendo-a sofrer...
a imaginar o que não vem.


Tem que ir mais além
libertar seu querer,
até chegar a um lugar
onde irá se soltar
e explodir de prazer.


É uma menina grande,
sonhando e não vivendo,
o tempo está passando,
os momentos vão-se perdendo.


A felicidade, pede o coração,
que executa todo dia,
numa doce melodia,
aquela mesma canção...
  João Lover (1995)